O memorial descritivo é o documento que define, com precisão técnica, todos os materiais, equipamentos e sistemas que compõem um imóvel novo. Diferente do material publicitário, que foca na estética e no apelo visual, este documento é um contrato técnico que detalha a qualidade e a marca dos insumos que serão entregues na obra.
Ao adquirir um imóvel na planta, a maior parte das dúvidas sobre o acabamento surge justamente no momento da entrega das chaves. O memorial descritivo existe para eliminar essa margem de incerteza. Ele é o espelho exato do que foi projetado pelo setor de engenharia e comprado pelo departamento de suprimentos da construtora.
Para analisar esse documento, é preciso observar alguns pontos cruciais que impactam diretamente a qualidade final da sua unidade:
Durante a vistoria, você terá esse documento em mãos para confrontar o que foi instalado com o que foi prometido. Caso exista uma divergência, como a troca de uma marca de torneira ou de um revestimento cerâmico por outro de especificação inferior, o memorial descritivo é a prova documental que sustenta sua solicitação de reparo ou adequação junto à empresa responsável.
Lembre-se de que alterações de projeto podem ocorrer durante a obra, mas elas devem ser comunicadas e, idealmente, documentadas como aditivos ao memorial original. Se o documento for genérico demais, utilize cláusulas abertas para exigir esclarecimentos por escrito antes de assinar qualquer termo de recebimento ou quitação. A ausência de especificações detalhadas pode deixar brechas perigosas para substituições de materiais durante a construção.