Para psicanalista especializada em bem-estar na terceira idade, Eloah Mestieri, o modo de falar com idosos pode causar grandes impactos no bem-estar da população idosa

Segundo uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida do brasileiro ao nascer em 2018 era de 76,3 anos. Em comparação com 1940, quando a projeção era viver somente 45,5 anos, o brasileiro está vivendo cerca de 30 anos a mais do que a população que vivia em meados do século passado.

Com uma medicina cada vez mais avançada, os idosos passaram a ter uma melhor qualidade de vida e, futuramente, representarão uma parcela ainda mais significativa da sociedade brasileira. Em 2030, o Brasil terá a quinta maior população idosa do mundo. Mas, ao final de contas, existe uma maneira certa de conversar com idoso? Para Eloah Mestieri, psicanalista e especializada e bem-estar na terceira idade, sim.

“Nenhum idoso gosta de ser tratado como criança, como se fosse um bebê. A infantilização do idoso é um mal que pode fazer com que os idosos se sintam diminuídos e tenham sua autoestima severamente afetada”, explica Eloah. A especialista ainda completa: “Falar expressões como ‘já fez sua malinha?’, ‘já preparou sua comidinha?’ são bons exemplos de como não se dirigir aos idosos.

Eloah acredita que os pessoas entre 60 e 70 anos estão na melhor fase mental da vida. “Quem está nessa faixa da vida está completamente lúcido e capaz de desempenhar tarefas como um jovem. Ao seu lado, o idoso possui a experiência e sabedoria adquiridas ao longo da vida”.

Para psicanalista, há uma grande problema em associar ser carinhoso com praticar a infantilização do idoso. “Como você gostaria de ser tratado quando chegar nesta fase da vida? Como uma criança? É preciso mostrar a essa parcela da sociedade que eles possuem um lugar e que o ocupam da melhor forma possível.”

Sobre a Eloah Mestieri

Com mais de 25 anos de atuação na área de psicanálise, Eloah Mesteri é especialista em bem-estar na terceira idade. Graduada em Direito, Eloah é psicanalista clínica integrativa, com formação também em PNL (Programação Neurolinguística), Metafísica da saúde, nova medicina germânica, bioalinhamento, constelação sistêmica e psicanálise e análise transacional. Com propriedade, a especialista fala com propriedade sobre temas como envelhecimento bem-sucedido e socialização na terceira-idade.

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