Instituições filantrópicas, como o Hospital Pequeno Príncipe, têm expectativas orçamentárias bastante preocupantes para 2020, considerando os impactos causados pelo coronavírus. A entidade, que completou 100 anos de atividades em 2019 e atende crianças e adolescentes de todo país, tem um deficit previsto de R$ 50 milhões – deste total, R$ 20 milhões apenas por conta da pandemia.

A destinação de parte do Imposto de Renda (IR) devido é uma forma de apoio eficaz e essencial para que o atendimento de qualidade seja mantido no maior hospital pediátrico do Brasil. O prazo para as pessoas físicas que ainda não fizeram sua declaração (ano-base 2019) vai até o próximo dia 30 de junho e quem realiza via formulário completo pode fazer a destinação de até 3% a projetos da instituição.

Neste período delicado, as despesas da instituição aumentam e a receita diminui. Além da baixa procura pelos atendimentos de emergência, fatores como a redução de operações e cancelamentos de procedimentos eletivos fazem com que a instituição registre uma das menores taxas de ocupação de sua história – média de 45%. Soma-se a esse cenário a necessidade de compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) para a segurança dos colaboradores e pacientes em um volume que, em alguns casos, chega a ser 400% superior ao consumo habitual, e com preços até 1000% mais alto.

Para o Pequeno Príncipe, a destinação do IR contribui não só com a manutenção das suas atividades, como também garante a humanização no atendimento e a equidade para milhares de crianças e adolescentes de todo o país. Os recursos ajudam ainda no investimento em pesquisa, na capacitação dos profissionais e no investimento em tecnologia. Referência em procedimentos de média e alta complexidade, o Hospital é responsável, anualmente, por cerca de 305 mil atendimentos ambulatoriais, 900 mil exames, 21 mil cirurgias e 250 transplantes. Com um século de atividades, a instituição oferece mais de 30 especialidades e destina cerca de 70% da sua capacidade de atendimento a pacientes do SUS.

“Em um momento delicado de pandemia e crise econômica em todos os setores do nosso país, contamos com a sensibilidade do contribuinte que, além de cumprir a sua obrigação com o governo federal, tem a oportunidade de ajudar a viabilizar as nossas atividades de assistência e pesquisa. O processo é simples e permite ao doador acompanhar como o recurso é utilizado. E, para nós, as doações pelo Imposto de Renda são de fundamental importância”, comenta a diretora executiva do Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro.

O Hospital utiliza a modalidade de Renúncia Fiscal há cerca de 15 anos. A instituição tem diversos projetos aprovados com os Fundos para Infância e Adolescência, todos monitorados pelos Conselhos de Direito e pelo Tribunal de Contas (responsáveis pela auditoria, acompanhando a utilização de recursos e fiscalizando a prestação de contas). Apesar de preponderante para a manutenção dos trabalhos, de acordo com dados da Receita Federal, de 2017, o potencial de doação do IR no Brasil é enorme, mas apenas 1,9% é efetivamente realizado.

Destinação

A destinação é feita diretamente na declaração do IR, de forma fácil e sem custos, e não importa se o cidadão tem imposto a pagar ou a restituir. Caso tenha IR a pagar, o valor doado para a instituição será subtraído da quantia a ser paga. Já para o IR a restituir, o valor doado será somado à restituição que ele tem a receber e também é corrigido pela Taxa Selic. O site www.doepequenoprincipe.org.br traz o passo a passo para quem deseja contribuir com a causa da saúde infantojuvenil. Em caso de dúvidas, também é possível entrar em contato pelos telefones (41) 2108-3886 ou (41) 99962-4461.

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