Você já sentiu que, durante uma viagem longa de avião, a pele do corpo desidrata e os olhos ficam secos? É um efeito muito comum durante longas viagens. A Dra. Kédima Nassif explica o motivo e traz dicas de como chegar bonita ao destino.

O ano passou voando e as férias já estão batendo na porta. Com isso, muitas pessoas escolhem viagens distantes, nas quais são necessárias longas horas dentro do avião. Sendo assim, é bom já ir planejando o quanto antes o que levar na bagagem, mas não podemos esquecer que longas viagens de avião trazem efeitos colaterais à pele. Você sabia disso? “O próprio ar bombeado para dentro da aeronave causa ressecamento, pois chega a temperaturas bem baixas – algo próximo dos 10°C. Além disso, a umidade relativa da cabine cai, geralmente, para níveis abaixo de 10% em um período de duas horas. Tudo isso faz com que ocorra uma evaporação mais rápida da água presente na pele. Como consequência, vem o ressecamento e a constante sensação de pele desidratada que a maioria das pessoas sentem durante o voo”, explica a Dra. Kédima Nassif, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Por isso, os itens de beleza essenciais nesse tipo de viagem, sem dúvidas, são cremes hidratantes para o rosto e para as mãos. “Sempre que sentir a pele ressecada, aplique o hidratante. Se preferir seguir uma ordem, passe uma camada generosa do creme no rosto antes de embarcar, antes de dormir na poltrona da aeronave e quando estiver chegando no local de desembarque. Quanto aos ativos, são boas opções os que contém ácido hialurônico, e vitamina C e E, pois são poderosos antioxidantes. Não se esqueça dos olhos: leve um hidratante para a região e um colírio lubrificante. Outra coisa que pode beneficiar é borrifar água termal em alguns momentos do voo; ela ajuda a proteger a pele dos efeitos do ar seco, além disso, é prático levar um pequeno frasco na bolsa”, sugere a dermatologista.

E o protetor solar? É necessário aplicar? Segundo a especialista, em voos diurnos, é essencial utilizar o protetor de FPS maior ou igual a 30, e reaplicar a cada duas horas. Isso por que as janelas do avião conseguem bloquear os raios UVB da radiação ultravioleta, mas não bloqueiam os raios UVA (justamente aqueles que provocam o envelhecimento e o câncer de pele). Além disso, devido à altitude mais elevada, esses raios UVA são ainda mais prejudiciais que o normal. “Não se esqueça que a hidratação da pele também vem de dentro. Ou seja, beba bastante água: uma quantidade próxima de 250 ml a cada hora de voo”, finaliza.

DRA. KÉDIMA NASSIF: Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui