Controle de público, distanciamento entre mesas e exigência do uso de máscaras tornam o setor um dos mais rigorosos nas medidas de retomada das atividades comerciais e sociais

Um dos segmentos mais prejudicados pela necessidade de isolamento social motivada pela pandemia da COVID-19, o setor de restaurantes ganhou um respiro desde o último final de semana com o retorno de Curitiba para a bandeira amarela no protocolo de responsabilidade sanitária e social do município.

Desde a identificação da forma de contágio do coronavírus e a emissão das diretrizes de distanciamento decretadas pelo poder público e órgãos de saúde, empresários e colaboradores da área têm sofrido com as restrições de funcionamento e queda brutal nos rendimentos econômicos. E se nos níveis mais perigosos de alerta, quando os índices de disseminação do vírus estão mais altos, os estabelecimentos gastronômicos são apontados como ambientes favoráveis para a transmissão, hoje os severos protocolos de higiene e afastamento fazem dos restaurantes um dos espaços mais seguro entre as atividades comerciais.

“Hoje, é muito mais seguro ir a um restaurante do que frequentar parques ou utilizar o transporte público, por exemplo”, garante o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel – PR), Nelson Goulart. Desde o início da pandemia, a entidade  tem trabalhado para orientar proprietários, colaboradores e clientes do setor quanto a importância de manter o cumprimento dos procedimentos sanitários, como única forma segura de retomar a normalidade de funcionamento. “Só há uma maneira de oferecer um ambiente seguro para funcionários e comunidade: controlando o número de entrada nos estabelecimentos, realizando medição de temperatura, exigindo uso da máscara em locais de circulação e reforçando ainda mais os hábitos de limpeza e higiene já existentes no segmento”, acrescenta Goulart.

O alerta amarelo não representa a volta total da normalidade, ainda é preciso ter muita responsabilidade e conscientização quanto o cuidados básicos de prevenção. Porém, com o nível de transmissão e de ocupação das UTIs mais baixo e a consequente reabertura de estabelecimentos sem a limitação de dia e horário impostos em outras bandeiras, é possível que o público tenha mais opções de locais para escolher visitar e fazer suas refeições, evitando ainda mais as aglomerações.

“Se a pessoa por qualquer motivo precisa ou prefere realizar suas refeições fora do lar, tendo diversas opções disponíveis é possível ela desviar dos inconveniências que infelizmente estão agregadas aos protocolos, como a demora no atendimento ou possíveis concentrações de pessoas que não respeitam as normas em filas e locais de espera”, explica o presidente da Abrasel. “A força da dos empreendedores e da comunidade em mobilização organizada é a maior e mais eficaz arma para mitigar e conter os danos provocados pela pandemia”, complementa.

Responsabilidade e segurança

Desde o início da pandemia, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel – PR) tem orientado e monitorado as atividades de estabelecimentos ligados ao setor de alimentação fora do lar em todas regiões paranaenses. Com o objetivo de reforçar a  necessidade de manter ativas as práticas de prevenção indicadas ao segmento por decretos oficiais, a entidade colocou em prática a campanha “Restaurante Responsável”, que instrui estabelecimentos e clientes do setor a aderirem as medidas preventivas de combate ao vírus transmissor da doença COVID-19 no Estado do Paraná.

Para conscientizar empresários e funcionários quanto as condições imprescindíveis para a volta da normalidade total no setor, a Abrasel tem adotado uma série de medidas de instrução, comunicando profissionais do segmento, disponibilizando cartilhas com informações sobre as medidas de prevenção e reforçando, por meio de publicações e comunicados em redes sociais,  as diretrizes sugeridas pelo poder público. “Logo no início da pandemia, nós criamos o selo ‘Restaurante Responsável’, que apresentava um plano de contingenciamento de acordo com as recomendações sanitárias e identificava os estabelecimentos que estavam tomando todas as cautelas e providências sugeridas.

Com o agravamento da situação e a necessidade de fechar os salões dos restaurantes para a circulação do público, nós focamos essas medidas de segurança para as outras formas de operação, principalmente o delivery. Hoje, com a grande maioria dos restaurantes reabrindo, retomamos as orientações ampliadas com as pautas do Governo do Estado”, afirma Nelson Goulart Jr. “O mais importante é que os empreendedores entendam que esta é a única forma de garantir que não haja necessidade de fechar as portas novamente”, completa.

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